quinta-feira, 3 de junho de 2010

Simpatia para emagrecer de Chico Xavier

Quarta feira pela manhã coloque meio copo de agua , dentro dele o número de grãos de arroz correspondentes aos quilos que você deseja perder. Nao coloque grãos a mais do que você deseja,pois os quilos perdidos não são recuperados. 
A noite beba a água deixando os grãos de arroz, completando novamente com meio copo de água. Quinta feira pela manhã em jejum beba a água deixando os grãos de arroz, complentando novamente com meio copo de água. 
Sexta-feira pela manhã em jejum beba a água com os grãos de arroz junto. 
Obs: 1- Conserve o mesmo copo durante o processo, 2- Não faça regime pois a simpatia é infalivel, 3- Tire o número de cópias correspondente aos quilos que deseja perder 4- Começe na quarta feira após distribuir as cópias, 5- Publique na mesma semana . 
Boa Sorte 

domingo, 30 de maio de 2010

XXIII

É no sumo mais parco que baba a ferida
que as dores e remorsos se deitam frouxos
segue um cortejo de vindas e idas
de tristezas baças e corações coxos


Na tragédia o descaso comedido
outra vaia de vitória se levanta
outro coração que segue, partido
outro grito que atola na garganta

E num caminho no que o te quebraste
segue logo atrás, empunhando a ponta
e o que tu partiste te leva,vai a guiaste

O sangue preto à lágrima mistura
e o coração novo que se defenda
pois esse é mal que não tem cura

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A lição da Borboleta

Tratava-se de um grande amante da natureza. Ele amava as plantas, as águas e os animais. Gostava de passear entre eles e apreciá-los. Um dia, em sua jornada, ele viu um casulo de borboleta, e passou a observá-lo, diariamente. Conforme o tempo passava, ele ia ficando ansioso por saber a cor e o tamanho da borboleta. Até o dia que ele chegou ao casulo, e viu que ela tentava sair, mas tanto esforço fazia que ele se apiedou da pobrezinha e ajudou-a a sair. Ao fim do perjúrio, a borboleta saiu, sacudiu as asas, mas não conseguiu voar. Ela saiu, tentou, sacudiu as asas, mas nada aconteceu. Por fim, ela caiu morta no chão, e o homem, sem nem imaginar porque, tentou saber o motivo. Ele então perguntou a um estudioso, e este lhe disse: ela precisa do esforço de sair do casulo para poder fortalecer as asas e ter a força que precisa para voar. O homem então chorou pelo mal que havia feito a borboleta e jurou a si mesmo que nunca mais cometeria o mesmo erro.
A vida não se comporta diferente; o momento de perjúrio nos fortalece ao novo vôo, nos torna capazes de aguentar o que vem pela frente. Sem ele, nos tornamos fracos; sem ele, jamais poderemos voar. Os atalhos não são a solução. Precisamos encarar as situações difíceis e sermos fortes.

Pois é como estou... sou a borboleta, saindo do casulo. Esse perjúrio será a raiz da força no próximo momento. Quando passar, vou estar forte o suficiente para voar. Atalho algum vai poder realmente me ajudar, ninguém pode realmente me ajudar. Que seja o que deve ser.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mania

Virou mania inventar você. Inventar teu jeito de olhar um endereço, de usar o desodorante, de falar sobre a última novidade da TV, de esperar o ônibus e de me buscar no hall de entrada da faculdade, lotada de papéis, enrolada com os lápis que esquecida guardar na bolsa. 
Uma mania tão intensa, tão constante, que quase consigo te compôr nas linhas tênues do desenho na aula de modelo, na palavra cuspida na agonía de libertar a cabeça da prisão eterna e suprema que é viver de quereres mauquistos e viagens não feitas, de suspirar no vazio do banheiro tarde da noite, de deixar  água fria cair na cabeça precedendo o descanso e espreguiçando do nada.
Quando a mania cessa, só restam os sonhos, os segredos ditos às paredes e o espelho-pecado, lotado de olhares frios e narcizistas e um grande abismo entre a idealização e a realidade. O ar se adensa, dificulta a respiração, e novamente sou devorada pelo silêncio exterior e pelas vozes da minha cabeça.
Espera de algo que mal sei se há de vir vai me consumir. É o buraco deixado pela realidade. É o ambíguo das histórias antigas, a brasa apagada remexida pelo impulso de matar a solidão. No fim, só vive a esperança. O amor, a força, a necessidade e o metabolismo se apagam aos poucos. Só há o fim.

domingo, 23 de maio de 2010

Repousa

Repousa farto e enfarado olvido
no ombro tétrico de visões futuras
abruma a graça nas ondas inseguras
dos mil romances que houvera lido


Repousa mole e desfeito em gomos
numa tarde sem fim, tenro soustício
o dentro desses globos acha o início
dos caminhos desditos dos gnomos


E depois do amor, descarta tudo
e afia na minha linha tua crina
a que o violino cuspa o timbre mais agudo


E desentende tudo que desmonta
o laço terno de viver a cina
entre a faca, a tina e a ponta!
Avaliando os diversos tipos de masturbação mental, cheguei a conclusão que nenhuma é mais confusa nem complicada que a que o amor e seus primos causam. 
Além de sempre suspensa e quase sempre inconclusiva, somos atirados nela para encarar determinadas situações para as coisas não fugirem ao controle, mas elas sempre fogem. Impressionante como além de tomar um puta tempo, ainda é inútil. De qualquer jeito não vai se chegar a lugar nenhum, seria mais simples e mais fácil - além de bem mais rápido, diga-se de passagem - se as pessoas jogassem uma moeda: cara é isso, coroa aquilo; e pronto! Muito mais prático. Quase irritante se pensar nessas coisas e remexer na cabeça à procura de verdades absolutas. Complexo ainda mais achar que elas existem! Quisera eu, ou qualquer um, ter certeza quando o assunto é esse...
Tentativa e erro, eu digo. Espontaneidade. E um instinto sagaz para separar o que está ali realmente do que é apenas uma curiosidade (mórbida). E sempre, sempre seguir a filosofia de Vegas: "O amor é um jogo onde sempre se perde".

sábado, 8 de maio de 2010

Resenha ~ Posicionamento sobre a reação à Subcultura Gótica

"P/ mim, LAM tá longe de ser gótico ou qualquer coisa do tipo!

LAM é apenas LAM, não se agarra a rótulo algum!" ("achado" do orkut)



Uhum, claro, longe de ser gótico.
As temáticas nada tem de gótico, como paradoxo amor x morte, o niilismo, e outros.
Olha, eu fico chocada com as bobagens que leio na internet: gente tentando classificar London After Midnight fora do âmbito gótico, e nem ao menos sabem, nem pela beirada, o que é gótico. Vejo tanta idiotice acerca disso, me choco com como todo mundo adora falar sobre os assuntos que não entende, numa tentativa frustrada de ser um auto-didata que não entende o assunto, só tem suas opiniões. Nem ao menos sabem o que é resenha. Para se chegar a qualquer conclusão sobre o assunto, É PRECISO TER LIDO SOBRE ELE PRIMEIRO.


Além da massa de idiotas na rede, os cheios e opinião, mas de pouquíssima cultura, ainda essa problemática de gótico. Quem foi que falou que goticismo é escolha, maneira de fazer coisas? A estética gótica surge naturalmente nas manifestações culturais com determinadas tensões históricas e sociais, e não é fabricada, não está pré-pronta, não é uma fórmula. Roupa preta é gótica? Voz com sintetizador é gótica? Não é nada disso. Por isso se usa o termo subcultura, uma cultura que existe mas não pode ser chamada cultura somente, e somente porque não é algo de um povo, mas ainda é uma reação ao ambiente; é diversa a outras e ocorre dentro das manifestações artísticas e socio-culturais. Os maias não estavam fazendo arte maia porque achavam que arte maia era a mais legal nem nada do tipo; a cultura japonesa não aborda determinados assuntos espirituais da forma como aborda porque alguém foi lá e inventou isso, do nada. Cada situação é uma situação e nada funciona fechado de tudo, existe um conjunto de circunstâncias permeando, sempre.
Os elementos góticos permeiam toda sociedade, visto que é um movimento que sofre tensões do mundo atual, circunstâcias que tem se estabelecido nos acontecimentos históricos já a certo tempo. O decadentismo do goticismo, a busca por coisas consideradas opostas a sociedade de consumo e a superficialidade, o avanço do ateísmo como ideologia, a perda do espiritualismo e o misticismo que é substituído pela tecnologia de produção em massa. Tudo acontecendo aí. A maioria nem dá o devido crédito aos percursores, visto que tantos aspectos do gótico foram embolsados por outros grupos e são usados sem nenhuma distinção e nenhum mascaramento para que se pudessem chamar esses grupos de genuínos, originais. Até mesmo a sociedade de consumo e as empresas usam do termo para seduzir as pessoas que não entendem o que verdadeiramente significa a subcultura, apossando-se do termo gótico para usos comerciais e mais uma vez deturpando seu significado verdadeiro. 
De algum lugar no subconciente coletivo se tirou a idéia de que gótico é trágico e somente isso, mas no fim a maioria das pessoas continuam não fazendo idéia do que estão falando. 


Sinceramente, se não sabe nada do assunto, fica quieto. É assim que as pessoas sábias fazem para não se passarem por idiota.