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Chorei uma ou duas lágrimas de vidro, depois fechou. Elas desceram rasgando a cara e a boca e parte da língua e um pouco o pescoço e os dedos teus. Era esperado, era fatal. A tristeza, apesar de tudo, é bela: rota e maltrapilha, feita de cacos de vidro ensanguentados, mais, ainda sim, bela. Essas coisas acontecem. São sementes que nascem, crescem e dão flor. A raiz fica forte com o tempo e quando a flor que nasce não é aquela que achávamos que seria, vem novamente o inferno de ter de arrancar. Está fixa, forte e viva, mas se não é arrancada logo, quando chega o limite do absurdo, ou está forte demais na terra, ou morre e deixa a terra impossível de plantar mais. E ali, se a tempo, pode crescer outra semente, de igual beleza, mas de uma planta diferente; se diferente disso, nunca mais há de nascer nada ali.
Quem acreditou, acertou. Quem desacreditou, também acertou. No final, quem perdeu foi eu e ti, o resto não interessa a ninguém. Tentativa e erro, ficaram as coisas boas. Foi legal tentar.
O coração. Órgão da emoção? Órgão do impulso? Bomba de sangue. Maldito.
Só entendem os que tem arritmia cardíaca. Mas os outros podem tentar entender.
No teu peito está dormindo uma maldita bomba-relógio. O melhor seria arrancar o maldito marca-passos natural e trocar por um à bateria - menos chance de defeitos inesperados - e torcer para aquele passeio não ser para dentro de uma poça de magnetismo gigante-natural quando tu estiveres desprevenido (como se isso pudesse acontecer). E tu, de repente, sentes a testa leve, nuca pesada, braços pesados pernas e braços também... lascou-se. O teu maldito marca-passos natural começa a te trair como uma prostituta distribuindo fichas free. Tu vais odiá-lo. Vais temê-lo. E vais se conformar.
A arritmia vai estar lá para te lembrar que alguém não se preocupa se tu estás tranquilo ou tenso; vai estar lá para lembrar que tu amas alguém, ou sentes atração; vai estar lá para lembrar que tu és só um pedaço de carne frágil e doente que não pode com esforço excessivo; ela vais te ensinar o limite de existir, que nem tudo é possível. Vais te ensinar que a morte anda cheirando os teus sovacos e achando que está na hora de passar neles o desodorante macabro, mesmo que tal analogia pareça doentia - arritmia é doentia.
Tu vais gritar com ela, vais mandá-la respeitar teu bom momento, mas será em vão. E tu vais ficar estragadinho e ir receber carinho do desfibrilador se abusar - disse ela - beijos.
Arritmia: essa coisa que faz o teu coração bater errado, levar sangue do jeito errado, cansar teu miocárdio, fazer teu cardiologista se preocupar com a conta que você não vai pagar quando bater as botas. Essa coisa que faz tu entenderes que teu coração também tem ligações nervosas, e agradecer por não ser um tiro no peito - ou amaldiçoar.
Mas a arritmia também pode ser poética, tipo isso:
Acordei eu, acordou ela - a arritmia. Ela vibrava estranho, numa, sincronia desconhecida. Fazia-me perder o ar, e ficar tonta, mas não era o sangue; o coração em ritmo incomum conduzia mais.
Os olhos apertados, num movimento brusco, a luz grita no quarto. Olhos ardidos, peito arde. Não era só o coração.
A arritmia vai vibrando forte, estranho, fazendo tudo tremer, tamanha a força do impulso nervoso; tamanha a força de algo que não entendo porque. O fedor da esperança que volta a cheirar como incenso adocicado? O capim queimado do ontem, que voa e cai, como cinza, nas beiradas da janela? Uma marca de um passado que meu corpo não recorda? Um grito.
É o peito: o peito grita, e bagunça; o tu-tum fica errado, vira canção, e me deixa torporizada, mergulhada em uma neblina onde não dói, onde não tem medo, onde tudo é - é certo - como deveria ser. E, aos pouquinhos, a arritmia me vibra para um caminho de sonhos. E no fim, a morte estará, austera e inesperada, assim como a arritmia; assim como tudo.
Exceto a esperança. Ela é inimiga da arritmia. Ela faz a arritmia parar. E, ao mesmo tempo, incita crise pior. Como eu e tu: eu te odeio e sou contra ti porque não estás aqui, mas tu me incitas a resistir. E você, és a esperança, nem sei se realmente existe, mas está lá: num plano superior, onde não há... bem, tantas coisas... onde o ar não tem a obrigação de ser somente o ar.
E onde somente a compreensão divina está, eu sou a arritmia. Talvez eu mesma seja a esperança também.
E a arritmia também pode ser poética de um jeito mais orgânico:
Num sono agitado, a cama tremia. Batia densa e pegajosa entre a palma do pé e o céu da boca, num ritmo gélido e mortífero. Ela descia suave, e depois subia levemente para a esquerda: o lado do coração. Na descida, descia sempre até o vácuo, e pouco voltava. Cada vez um vácuo maior, numa escala de um a mil, onde os degraus iam ficando cada vez mais altos.
Entre o colchão úmido e a pele ressequida, uma camada de ansiedade, medo e dor suave, excitante; uma sensação perigosa e terna. E o ar entrando pela janela, fresco, arrastando as migalhas do passado para debaixo da cama, onde dorme o monstro, e lá continua dormindo. E se for um monstro como os verdadeiros monstros devem ser, será só lembrança, pois nunca aconteceu. Monstros não existem.
Uma gota de suor despi a fronte. Cai na chama da vida. Um chamado das pernas chega a cabeça: fuga. Num pulo sem destreza, num tropeço no ar, tomba sobre o chão um par de pés fracos. As pernas vibrando, como a cama, joelho com joelho, joelho com parede, parede com nervo ciático, uma tremedeira sem música, sem som. Uma caminhada, um jorro de água desce pelo corpo, a mão que apara o olho, pois do rosto o olho está turvo; e os pés igualmente turvos tentam se proteger, e os órgãos igualmente baços, tentam se encolher, e vem a sensação de ser menor. E na água que para de jorrar, a volta. E na volta, o tombo. O chão frio bebe da saliva densa. Um grito se silencia na fraqueza. Uma voz se cala na espera. E uma hora vai embora. Ou a arritmia, ou a alma, quem será a primeira? Quem ganhar leva tudo.
Fico devendo mais, o sono me arrebatou.
... da Alfândega.
Não a alfândega que faz o policiamento das caixas grandes com coisas extrangeiras bonitas, mas a rua - Rua da Alfândega.
Uma loja de materiais em geral para artesanato, e outras coisinhas - e vem o (Viva!) carnaval (ou não-viva...) e todas aquelas coisas malucas começam a vender.
A verdade é que foi inesperado - caixa de pintura é diferente de porco - e engraçado, e acima de tudo, a surpresa... Num stand de chapéus, lá estava o porco: rosa, como porco, com focinho de porco, e olhos malucos de porco, e pelinho de porco, tudo sintético; de pôr na cabeça. Sim, um chapéu. Quente-macio-fofo chapéu. Caixas sem fila. E logo o porco estava numa sacola. Depois, na minha cabeça. Depois na bolsa, e nos últimos dois, revezando. O porco. E a doida. E eu senti cheiro de uma pessoa, que diria: "Nossa, você está falando igualzinho ao" bem, é um robô, que é cão, e tem os bolinhos... deixa pra lá. E no porco, tantas coisas. Paguei pouco. Ganhei muito. Ganhei tantos sorrisos... Coisas que meros mortais não entendem. Os sorrisos não eram para mim, eram para eles mesmos. E é aí que mora a magia.
... está nestes oito olhinhos.
Oh, deuses, o que foi que eu fiz??
Um, dois, três e... Plim! Eu não estou mais ali.
Sempre foi assim, e assim sempre será. E a realidade nua e crua. Vou embora quando você menos esperar, efêmera como uma baforada de fumaça, indiferente como o cheiro do éter, fluida como um punhado de água, discretamente, e a cada segundo. Você não é bom (boa) o suficiente para mim. Nunca o será. Se fosse, eu ficaria. Fiquei para todos que o foram. Quem me manteve por perto sabe que não é difícil e não tem mistério: esteja longe o suficiente para não me esquentar, perto o suficiente para saber que meu peito mal se move se eu respiro, e que, a qualquer momento, eu vou parar somente para te deixar desesperado (a). Saiba minha cor favorita do momento, mas não compre nada dessa cor; preveja qual será a próxima, e realmente, por estranho que pareça, quem prestou atenção sempre sabe. Vai refletir nos meus olhos, como refletem os sons, os sabores, além das formas e gracejos e texturas e temperaturas, antes que eu já tenha sentido/provado/tocado/etc.. E nunca, NUNCA vou admitir que alguma hora vai repetir. E nem que você errou. E conforme-se com isso.
E tem aquelas coisas também que eu cobro - e como cobro! - do tipo, me dê valor, lembre de mim, sou tímida, se não cumprimento na rua significa que acho que você não vai responder, porque se você for importante, vou te ver de tão longe que vou corar e não conseguir pensar em nada para te falar. E o pior que isso vai fritar meu cérebro e eu vou acabar dizendo alguma coisa idiota e sem sentido como "obrigada eu" ou "ah, que isso" para o seu bom dia. Se você gostar de mim, vai achar graça e talvez até ria, o que só vai me deixar mais nervosa. Mas vou ficar satisfeita com tal.
Acredite no que eu digo, mesmo que seja confuso e perturbador, por que sabe qual é, mermão? Não custa nada. Da mesma forma que dou a qualquer um o benefício da dúvida, tenho esse direito. Não, a sua verdade não é absoluta. E sim, existe sim todas aquelas coisas que eu vi na água, se você visse devia se considerar felizardo.
No termômetro da inteligência existem três degraus: o ignorante acéfalo feliz, o niilista infeliz e desiludido, e onde eu estou. É ali que tristeza/felicidade não importa. Não importa qual eu sinto. O prazer das coisas está acima disso. Quem me conhece sabe do que eu falo. Quem não conhece, nunca vai entender.
Quando eu como, gosto que seja colorido o prato; quando durmo, detesto calor humano, não sou alimento para ninguém de ego ou coisa do tipo, apenas falo a verdade. Sou a rainha do sincericídio, porque o rei é meu melhor amigo; não sinto medo de quase nada, aprendi a fingir que não sinto o que eu sinto; e você nunca vai saber o que é o que ao certo, e quando souber, nunca vai admitir que sabe.
E sim, eu gosto da solidão mais do que dos outros, é por isso que escolho tanto. Não vou cuidar de ninguém que não cuide de mim. Não vou exigir menos da pessoa do que ela exige de mim. Não vou dar a pessoa mais do que ela consiga retribuir. Não vou receber mais do que eu possa retribuir. E odeio excessos emocionais. Basicamente desprezo quase todas as emoções, por isso vou ter sempre o cuidado de me manter longe delas. Venhamos e convinhamos, são apenas pilhas burras de hormônio para te fazer acreditar que algo é o que não é. Melhor gastar essas substâncias do corpo para coisas mais legais, como metabolismo de comida. Mas sinceramente, sinceramente mesmo, vou respeitar as dos outros, se os outros forem tolerantes o suficiente para respeitar minha implicância por elas.
Sim, eu tenho obsessões/compulsões/manias/vícios/cismas; tantas que vão te fazer se perguntar se eu tenho mesmo a idade que tenho, ou se sou 40 anos mais velha do que está na minha identidade. E se a mesma pergunta acontecer também para a idade oposta, vocês estará finalmente me enxergando. Aí, vou te adotar como pessoa eterna na minha vida, te chamar de irmão (irmã) e dizer que minha vida não é nada sem você, ou que não era nada quando nos conhecemos, e depois passou a ser. Se não for assim, lamento. Você não me cativou. O problema não é que você não fez ou não consegue ou o que for, só não aconteceu. Não vai ser sempre do mesmo jeito. Eu não sou um troféu. Existem pessoas mais complicadas que eu, e eu não as cativei. E não morri por isso.
E nada além disso. Sem ainda mais frescuras. Sem fórmula química. Quem não me cativou, seja sábio e me deixe em paz de vez. Quem conseguiu uma vez e não gostou, saia do maldito barco logo, antes que ele afunde. Quem cativou e gostou, não jogue tudo para o alto... chega.
A verdade mesmo, é que meu tempo está contado.
She wolk up without herself... her body doesn't answer her calling n' she get so cold, so cold!, that her body becames rock.
Ela acordou... O corpo não respondia. Uma voz gritava nela como se tudo estivesse se despedaçando, um grito agudo sacudindo as paredes sólidas do quarto, em seu apartamento, apertado, arredio, gelado... Ela empertigou-se de pé, como se aquilo fosse o aquilo tudo do qual precisava. Os ossos tremoliantes, em voz uníssona, gritavam um lamento único, um pedido de túmulo, mas ela resistiu ao pedido. Havia o que fazer.
Separou os pedaços de pano por cor, afastou-os todos na medida de achá-los com exatidão, tremeu as bases tentando se agarrar nos pés, mas as energias do solo a puxavam para baixo. Seus dedos tateantes e intrigados das sensações antigas, pareciam ter nascido naquele momento, tamanha sua curiosidade de remexer o mundo todo... mas as pernas não deixavam.
Entretanto, elas permitiram uma ida até a sala: eis a sala. Os sofás, bem colocados, ela apenas se esticou, rastejante, e chegou ao local onde alcançaria o controle-remoto e ali ficou. esticada entre as duas maças laranjas de fofura, pseudo-aconchego, espuma amontoada dentro de capas de pseudo-couro, seu temporário pseudo-refúgio. Os ossos em chamas gritando por um extintor, que não existia; sua mente, em total torpor, gritando por chamas, que jamais haveria de achar ali. E prostrada, ela viu o relógio girar. Chorou, retorceu-se, numa tentativa frustrada de alcançar o recanto gelado onde acharia sua comida, mas ficou na metade do caminho. Gritou em vão. Nada viria tirá-la do chão.
Ainda se debatendo, voltou ao seu recanto alaranjado; clamou ao seu deus da guerra, guerreira queria ser! mas em vão. Ele a protegeu, mas sua armadura era pesada. Clamou à sua deusa da justiça, por todo esforço que fizera, e novamente em vão! Apenas a deusa do caos pode responder - eis o que: és caos, caos em meio a uma torrente de calmarias, caos em meio a um tornado de bom-vivans, caos, e caos ponto. Sem adiantar tremer - ela tremia sempre! - e caos sempre - sem adiantar se debater.
Podia sentir a cortizona - Tizz - corroendo suas entranhas, aquela força desperdiçada, aquela energia que fluia de si direto ao nada! - inferno! - e nada adiantaria gritar. Tizz, companheira, tenha piedade...
Um jorrar de figuras perfeitas em sua mente... Toda aquela arte desperdiçada.. Os ossos em chamas... Desespero. Silencia a dor - grita Morpheus em sua súplica - dorme. Dorme coisinha. Coisinha pequenina, indefesa, sem as intempéries dessa carne que adotaras como refúgio. A ira dos deuses... Um grito de guerra, um suplício profundo, um banho de álcool, um jorro de sangue que ficou guardado - eis uma vitória! - ela clama por um algo a mais...
A arte dormindo em local distante, os passos ardentes, ela caminha em prol de um algo a mais. Ela - ele - ela - ele - ela chama... Um sinal do outro lado, lá está. Risos, forças retornando, tarde demais. O dia acabando, a lua chegando, a lua vem trazendo a resposta do dia, um dia infrutífero, um dia inútil, um dia sem produção. Ela olha as cartas, nelas não há resposta... Para onde estará - onde estou?! - caminhando? Uma resposta muda... Uma resposta insossa, uma resposta bela, uma resposta cruel... O frio, perante tamanho sol, um frio indescritível, vergonha... Encolhida entre as cobertas grossas, pelos deuses, em 28°C, encolhida entre as cobertas... um frio de dentro.
A arte? Está lá, dormente; o amor?? eis o muso. E seu corpo? Maldito seja. Infrutífero, a arte a lhe transbordar heresias, a arte a lhe transbordar agonias, a tremedeira dos ossos! Oh eles queimam, como queimam! Talvez nem estejam mais ali...
E o corpo? Que corpo? A Arte flui, ele não responde.. O amor flui, ele não responde! Eis aí a bela figura: caminha como se não houvesse um chão, seu jeito de olhar, entrecortado, suas lágrimas secretas, nada... Coloque sim, coloque uma vírgula em mim, eu posso mais que tudo isso, eis que posso mais que o maldito corpo, que me prende; não me sinto eu dentro dele, não me sinto completa nisso; falta uma perna extra, falta dois ou três braços para completar, falta a destreza para usá-los independentemente, um corpo de limitações, um pedaço de carne para me dizer o que posso fazer. Muita energia interna, para que? Acaba descarregada em marcas que o sangue apenas é testemunha, marcas em relevo que em muitos locais já sumiram, que em tantos lugares ficaram para trás como ficam as canções do passado! Marcas que deixam sua dor de existir, e nada mais!
Começo a acreditar em Anastasia... Todo esse sangue é agonia de arte que não é posta para fora; que essas marcas, que tudo isso, num mapa, poderia, talvez, formar a obra-prima da humanidade (tola que sou) e que tudo isso não acontece para fora, e fica preso, se libertando de forma cruel contra esta carne - que nada tem a ver com esse problema... A fumaça do cigarro, os objetos que me sobrecarregam do mundo, os movimentos complexos dos seres humanos a minha volta... Tudo é transcritível, tudo pode virar um belo borrão na tela...
A lua vem, a lua vai, e não me trás respostas seguras de nada... Essa semana já se foi, sem volta, mas outra virá - e com ela, uma nova chance de auto-controle. Nunca desistir.
Eu não vou me adaptar - não a esse mundo...
Eu não vou me adaptar - não a esse corpo...
Em algum lugar dorme o portão que me separa entre a limitação entre essa carne o e todo resto.
Eu não vou me adaptar - pois tudo depende deste corpo: corpo incompleto, de dores, limitações, artrites, artroses, e ises, e oses, e troços; tudo conspira para o não-saber; tudo conspira para a tragédia - the doom - mas eu estarei lutando. Pois o que seria eu se não fosse luta; pois o que seria eu se não fosse superação - e brigas - contra mim mesma, contra tudo, e do tudo, o nada, pois de nada a de solver o tudo... nas minhas mãos... a força nas minhas mãos... o grito sem sentido há de ter sentido.
Um chamado. Do outro lado do telefone, uma voz, que toda calma resiste à tensão da distância. E novamente.. a agonia. É ter um corpo. Ele está fraco aos adeus do amor, aos desesperos da doença, aos desiguais suspiros de uma alma que de muito o supera... e o espírito! que briga contra as paredes... (formigas adoram as batatas fritas do Mac Donalds) e cada rija, incompleta, desfazível (parede) há de persistir..
Mesmo que me custe tudo -
eis meu eu na infância -
e tudo que eu desejo jamais há de custar -
e a criança teimosa que aqui está -
e na criança briguenta persista -
a criança dorme... -
a criança dorme.
É a força desconhecida. É um algo indescritível. O corpo não vence a alma, o espírito energiza o conjunto - um grito!
Eu continuo tentando. E eu vou conseguir.
A boca está seca, e a fome escassa... Às vezes me pergunto sobre essa trilha.
Em algum momento de tua vida, tu já quiseras pegar do teu mais valioso ganho, e pôr tão perto, mais tão perto que não mais divisão haveria entre ti e ele? Infelizmente minha noção de casa continua distante das minhas mãos, e sou obrigada a tomar dela à goles curtos.
Maldita serotonina e endorfina conspirando contra mim...