terça-feira, 25 de novembro de 2008
E aí, aconteceu.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Olhei para trás e forcei os olhos, mas não vi nada. Você já tinha ido embora. E era quase certeza que era para sempre. Chorar? Para que? Prolongar o que não aconteceu? Talvez só uma tolice lapidada para ficar da cor que eu gosto, mas quem vai realmente saber, se nem eu mesma sei?
Acontece que aconteceu. E nada aconteceu. E tudo piorou, a saudade inunda minha alma e meu substrato a cada momento que uma ranhura sua me vem a cabeça.
Quantas vezes você teve que se colar? Quantas vezes precisou esquecer a dor, e seguir? Quantas vezes te sangraram sem dó ou piedade, e te forçaram a aceitar um destino de privação daquilo que mais queria?
E agora é minha vez. Estranho não, como de repente o jogo inverte e nos vemos perdidos numa teia sem fim de idas, mas algumas sem volta. Se eu dissesse que não existe nada mais aqui para você, seria mentira. Mas dizer que existe algo de relevante agora, igualmente mentira seria.
Será que você não entende? O tempo passa, nos corrói de uma forma que nada pode recuperar.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Em algum lugar
Descobri que no seu vácuo, meu silêncio desconfortável fica aprazível, e as coisas que tanto me irritavam voltam a ser afáveis.
Teve sim um dia que quando você estava era legal; admito. Agora não passa de um incômodo extra, mais uma pedra para eu carregar. Não vou dizer que se você morresse tudo melhoraria, mas conto os dias para você desaparecer de vez da minha visão.
O cheiro do seu cabelo está inconveniente, e aquele jeito de oscilar da esquerda para direita meio aleatoriamentente, além de ter perdido totalmente a graça, está se tornando a cada dia algo que irrita. Na verdade, nem fazes mais isto.
Menos sorrisos, menos palavras... Seria essa a verdadeira face? Seria esse o verdadeiro eu? Deve ser o vazio que te acomete. Bem-vindo ao clube, você é só mais um entre centenas de milhares. Curioso... É só ter distância para respirar que novamente todo encanto acaba. Deve ser alguma tendência natural.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Os Esquecidos
Sentei para meditar, pensei sobre tudo que cada gota d'água significou. Olhei a minha volta esperando que algo mudasse. Mudou. Pensei demais, fiquei pra escanteio...
Enquanto refletia sobre a relevância da minha existência, minha existência foi ficando irrelevante. Tão irrelevante que em pouco tempo notei que só os mais insistentes tinham ficado por perto. E mesmo assim, mantiveram distância segura. Andei, procurei, tentei pedir que voltassem. Não voltaram. Foi o pé final. Melhor não olhar para trás agora, minha cara. Melhor fingir que nunca estiveram perto. Aprenda a se sentir bem sendo invisível. Agora eles não podem mais machucar você.
Havia outros a minha volta, outros que também estavam empoeirados. Mas empoeirados que eu, outros menos. Nos menos empoeirados, notei que ainda procuravam. Nos mais, vi que voltavam a meditar e periodicamente olhavam para ver se havia alguém. E quanto menos gente, mas felizes.
Foi aí que entendi: se você se vira para dentro, e fica ali por um tempo, começa a enxergar melhor quais são os verdadeiros meios da felicidade. Eles ficam claros através do auto-conhecimento, da leitura, da introversão e também do amor próprio. Aí ´os existe verdade; os falsos se vão, os fracos se vão, e os poucos que ficam, provavelmente aprendem a meditar sobre si mesmos também. Aí surge a bela teia: a teia dos Esquecidos, forte e imrrompível, buscando sabedoria em cada um dos seus nós, e cada nó tem algo para passar.
E a verdade, límpida, então surge: podemos estar próximos, podemos estar ligados, podemos ser pequenas partes de um grande todo, mas cada parte é individual, como elétrons que se movem coordenados pelos movimentos de seu oposto, e só. E então sorrir, e ter a certeza de uma pura verdade, mesmo que muito chocante no começo:
"Estamos todos sós."
Dangerous Game
Jekyll and Hyde
Composição: Leslie Bricusse
Lucy:
I feel your fingers
Cold on my shoulder
Your chilling touch,
As it runs down my spine
Watching your eyes
As they invade my soul
Forbidden pleasures
I'm afraid to make mine.
At the touch of your hand
At the sound of your voice
At the moment your eyes meet mine
I am out of my mind
I am out of control
Full of feelings i can't define!
Hyde:
It's a sin with a name
Lucy:
Like a hand in a flame
Hyde:
And our senses proclaim
Hyde/lucy:
It's a dangerous game!
Hyde:
A darker dream
That has no ending
That's so unreal
You believe that it's true!
A dance of death
Out of a mystery tale
The frightened princess
Doesn't know what to do!
Will the ghosts go away?
Lucy:
No -
Hyde:
Will she will them to stay?
Lucy:
No -
Hyde:
Either way, there's no way to win!
Lucy:
All i know is' i'm lost
And i'm counting the cost
My emotions are in a spin!
I don't know who to blame...
Hyde:
It's a crime and a shame!
Lucy:
But it's true all the same
Hyde/lucy:
It's a dangerous game!
No one speaks
Not one word
But what words are in our eyes
(alternating)
Silence speaks
Loud and clear
All the words we (don't) want to hear!
At the touch of your hand
At the sound of your voice
At the moment your eyes meet mine
I am losing my mind
I am losing control
Fighting feelings i can't define!
Lucy:
It's a sin with a name
Hyde:
No remorse and no shame
Fire, fury and flame
Lucy:
Cos the devil's to blame
Hyde/lucy:
And the angels proclaim
It's a dangerous game!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Sedentos
Você estava ali, sim, estava, eu pude, pela primeira vez em meses, escutar a sua voz. Os cabelos ralos estavam aparados. Acho que preferia quando estavam compridos; de tal forma, escondiam seus olhos... Aqueles olhos.
Era como olhar para um ladrão. Tive raiva daqueles olhos pela primeira vez. Já tinha notado que você era bem branco, quase aguado, mas pareceu mais bonito ontem quando fui dormir. Mas seu olhar ainda era um mistério!
Era como um criminoso caminhando na milha verde. Um destino trágico lhe aguardava e você já sabia disso. Aí, olhou para mim. Ali estavam suas respostas. Se jogou no pegiro, depois fogo... Depois não pude mais vê-lo. Mas escutei sua voz! Novamente não consegui dizer meu nome, sua voz me anestesiou. Você estava sedento, eu estava sedenta. Ameacei você! Disse coisas feias sobre saudade, e espera. Coisas tão feias que te fizeram torcer a cara. Deixei torcer. Já estou de saco cheio de ficar procurando. Mas mesmo assim, vou continuar.
Aí acordei. Seu rosto gravado na minha mente. E a boca seca.
E sei que quando você acordou, sua boca também estava seca.
Talvez estejamos sedentos de algo impossível. Bebamos então água e vamos fingir que não teve sonho. Quem sabe desse jeito, hoje à noite, consigamos dormir melhor.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
O dia depois de amanhã
As visões confusas, as dúvidas, nem ao menos saber se estarei lá para presenciá-lo.
Detalhes, cara minha, detalhes. Detalhes de tamanha relevância que deixam meus dedos endurecidos e minhas articulações doídas. Detalhes que fazem meu coração perder o rumo, e meu baço ficar repleto com sentimentos positivos.
Sim, eu amo com o baço. Amar com o coração dói. É artificial, desnecessário e manjado. Aí, meu baço... Cheio de novas histórias sempre, para contar. E guardar... Algumas, para esquecer.
No dia depois de amanhã, tudo pode mudar. Mas não vai mudar. Mas eu continuo achando que vai mudar.
Por que? O dia depois de amanhã vai responder.