quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Desejo

O desejo é sórdido, violento e desconexo
o silêncio é o contexto da palavra
o amor é cíclico, opulento e desonesto
o solilóquio é a sentença do procrio.

A crisálida é a lamúria do estável
o estático é o delírio do delével
a delícia é o desejo da opulência
o amor é o solilóquio do silêncio.

O desejo é a crisálida da lamúria
o delírio é o delével da delícia
a desonestidade é a sentença  do desconexo
o sombrio do solilóquio do silêncio.

A opulência é o procrio da delícia
a delicia é a opulência do delírio
o delírio é o procrio da opulência
o procrio é o tormento do ganido do lamento

O delével é o cíclico do violento
o desconexo é o contexto do sórdido
o desonesto é a sentença da opulência
o sombrio é o sentido do mistério

O amor é sórdido, violento e desconexo
o sórdido é o delírio da lamúria
a delícia é o desejo do delírio
o procrio é a palavra do silêncio.

sábado, 31 de março de 2012

ressureição

Cada vez que eu morro, e volto, é como se algo ficasse perdido. O pequeno preço pago é uma parte da alma que, quebradiça. é gasta no processo. O que vai sobrar então, no fim...? o sentimento das outras coisas? será que eu ainda vou estar aqui no fim?Um corpo oco seguia funcionando...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Poeira de Estrelas

Somos todos insignificantes, mínimos fragmentos feitos de mínimos fragmentos feitos de mínimos fragmentos de energia, com o fenômeno incrível da massa... Somos feitos de poeira das estrelas e micro-existência perante a grandiosidade absurda e descomunal da colcha de retalhos galática da qual fazemos parte, talvez em um universo e com outros paralelos, onde talvez pessoas sejam bolas brilhantes feitas de poeira de pirulito...
Quer dizer, indo ao ponto: pessoas são insignificantes, todas elas, cada uma na sua singularidade, e ao mesmo tempo especiais... deve ter um motivo para sermos, um a um, tão únicos, e ao mesmo tempo insignificantes. Mesmo as maiores mudanças da humanidade e do planeta, não significam um grão de farinha no  universo... talvez seja a forma que a Grande Obra tem de nos dizer que já é tempo das pessoas se levarem menos a sério...
E, como diria um amigo meu, deixo para vocês a frase: "A vida é uma oportunidade. Aproveite."

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pessoas

Pessoas são sentimentos múltiplos empilhados desordenados em estantes disformes. Sim, pessoas são sentimentos. Pessoas disformes. Movimento.
Segredos.
Prazeres.
Tormentos.
Em jorros.
Estantes.
Pessoas são pensamentos sentimentais, pensamentos agrupados, 
raramente racionais.
Pessoas são desespero de não serem nada.
Pessoas são o desespero de nada saberem.
Pessoas transitam e esbarram.
Pessoas são a razão entre seus pensamentos e sentimentos.
Se isso fosse um número, esse número seria igual à pessoa.
Igual a Pessoa.
pensamentos/Sentimentos = pessoa.
Pessoas de pensamentos maiores que sentimentos serão números inteiros.
Pessoas com sentimentos maiores que pensamentos serão sempre pedaços.
É uma lei da vida, é um modo de ver.
É um espelho da vida, são modos de ser.
Se pensamentos vem com minúscula, se Sentimentos vem com maiúscula, por que?
É só a prioridade atual da raça humana. 
Razão da medida das pessoas.
Sentir devia ser subjugado ao pensar. O contrário gera descontrole e sofismas e retóricas e absurdos lógicos e científicos.
E aí é só guardar um espacinho pra esperança, e que não morra. 
Vai dar certo. Não há receita errada, mas há tentativa e erro.
A simplicidade das coisas está aí.
A genialidade está em perceber o óbvio que ninguém viu ainda.
A sabedoria está em reconhecer que o conhecimento não pertence a genialidade de ninguém.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

a descoberta

Você só percebe que está caindo num buraco sem fundo quando pára de olhar para baixo e olha para cima e vê a luz cada vez mais distante... acho que todos tem momentos assim.

sábado, 26 de novembro de 2011

Ninguém nem pode imaginar o olhar que eu tenho agora, por mais que se esforcem. Mágoa, deleite, gelo, flor caída na calçada. Distante do que é claro, do que é limpo, do que é puro. Algo que vibra em mim só esperando a hora de comer.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Caixa

Hoje olhei essa foto... Lembrei do aspecto espectral que eu tinha iluminada somente pelo monitor, sem nem tocar as teclas, braços pendurados, mãos geladas... Lembro-me de me debater até as vezes até ficar exausta, gritar, de não sentir as pernas, das lágrimas, que de tantas, já pareciam feitas de fogo, saindo dos meus olhos, cada vez mais inchados, cada vez mais vermelhos, cada vez mais doídos. Lembro-me de como isso acontecia uma vez por mês, duas vezes por mês, uma vez por semana, duas vezes por semana, seis dias de sete dias da semana, todos os dias... Lembro-me de deixar de comer, de querer deixar de respirar, de querer deixar de existir. Lembro-me de me sentir suja, feia, desprezível, detestável, vulgar, repugnante, patética. Lembro de poucas das palavras, lembro de pouquíssimos motivos, mas o sentimento ficou guardado, pulsante, teso, dentro de uma caixa como a de Pandora.
Inteligente é quem não abrir a caixa, porque tem o meu pior monstro interior ali. E pode acreditar que se alguém abrir essa caixa, o máximo que eu vou sentir é uma sensação de euforia infantil: como a da criança doente que arranca as pernas de uma barata ou ri do amiguinho que chora porque caiu e ralou a perna. Não existe nada mais cruel do que a ingenuidade e o alheamento de uma criança.