quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

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Uma dor no peito que morre no vazio... além da arritmia.
Compreender uma necessidade, uma esperança... num instante um grito.
E um bum-bum que morre na garganta.
E a vontade de voar e ir embora que espreitam devorando novamente o ser...

sábado, 27 de novembro de 2010

Aviso

Adoro esse blog, mas vou encerrá-lo por falta de seguidores. Alguma hora cansa escrever para a parede.

Papel Amassado

Num quarto vazio,
jogados num canto
um pequeno maço de pincéis baratos
e um pedaço de papel.
Amassado, velho.
Mas ainda perfeito pro uso.
Assim como o sonho
usado
de daqui a alguns anos
varar aquela porta enorme
com um papel que significa
que eu sei.
Um papel amassado que ainda pode ser pintado.
Ou não.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

icterícia

menina icterícia
desdenhada superfície de felícia
delicada bandagem enxarcada
da mesma gosma ressecada
que envolve os dedos...
despedaçada


oblíqua a coluna adormecida...
segundo crispado de retundência
ecoando na cabeça espremida
entre o cabelo sujo
e os órgãos em falência


é o som da pestilência
e do sangramento vencido
de um miocárdio dolorido
que desespera obtuso
implorando por segundos de dormência
implorando ser banido
da tortura extrema
e da penitência


é a gosma da divina providência
roubando do corpo demente
a reta medida
entre o fígado, inchado e carcomido
e o baço, que já vencido
morre decrescido
da douçura sublime
e deita despedaçado
pela loucura latente


e separam-se todos
no arsênico, e no formol
um tonel de vício, lástima e riso
onde a figura inerte fica desfalecida
é a imagem paralizada
com os olhos escancarados e chorosos
e onde a graça desmedida da vida
se despedaça cansada, esbaforida
e a dor, extrema, que imobiliza
a visão perfeita, eternizada

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

La moissonneuse à venir et arracher ce qui reste une fois ...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um interlúdio entre a clara verdade e a ilusão da fantasia

Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.
George Orwell
Um ser humano: ele nasce. Ele tem braços, tem pernas; tem fome, frio, sede... tem vontades. Elas crescem e amadurecem com ele, ao lado dele, dentro da clara compreensão de que cada escolha culmina uma consequência, e que a liberdade dele está dentro, e somente dentro dele mesmo. Ele nasce com esse desejo implícito de voar sobre o chão, poder abrir as asas quando quiser, uma alma tão fina e leve que levanta facilmente voo. E aí é que vem o problema: alguma hora, em algum momento, ele vai precisar dizer não. Ele terá que dizer não pra sua vontade, e então, se tornará verdadeiramente livre. O que é dessa pessoa que não o diz?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Silêncio


Silêncio, silêncio
Silêncio no vácuo
Um grito rompe a garganta
No espaço o som não se propaga
Silêncio.