menina icterícia
desdenhada superfície de felícia
delicada bandagem enxarcada
da mesma gosma ressecada
que envolve os dedos...
despedaçada
oblíqua a coluna adormecida...
segundo crispado de retundência
ecoando na cabeça espremida
entre o cabelo sujo
e os órgãos em falência
é o som da pestilência
e do sangramento vencido
de um miocárdio dolorido
que desespera obtuso
implorando por segundos de dormência
implorando ser banido
da tortura extrema
e da penitência
é a gosma da divina providência
roubando do corpo demente
a reta medida
entre o fígado, inchado e carcomido
e o baço, que já vencido
morre decrescido
da douçura sublime
e deita despedaçado
pela loucura latente
e separam-se todos
no arsênico, e no formol
um tonel de vício, lástima e riso
onde a figura inerte fica desfalecida
é a imagem paralizada
com os olhos escancarados e chorosos
e onde a graça desmedida da vida
se despedaça cansada, esbaforida
e a dor, extrema, que imobiliza
a visão perfeita, eternizada
Vazio
-
Na agonia da minha
própria dor
Perdido em minhas
ciladas
Sufocado pelo ar que
respiro
No chão sorrindo como um
vencedor
Começo a contar as
facadas
(é tarde p...
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