Um pingo solitário tomba em um espaço singular. Acompanhar sua descida, lenta, que vai acelerando até sua completa aniquilação, ao tocar o chão, desprotegido, mole, inerte.
Ele se rompe, esfarela, voltar a esfarelar, e por fim, desaparece. E nunca mais será aquele mesmo pingo. E nunca mais estará naquele mesmo tempo. Ele começou, teve uma duração, depois desapareceu.
Pessoas são assim, sabe; seus momentos. Cada um deles é um pingo. Tentar trazer de volta não é possível.
E não posso mais contar nos dedos a quantidade de vezes que tentei trazer de volta o eu que seria perfeito pra agora e ele não consegue mais existir....
Vazio
-
Na agonia da minha
própria dor
Perdido em minhas
ciladas
Sufocado pelo ar que
respiro
No chão sorrindo como um
vencedor
Começo a contar as
facadas
(é tarde p...
1 comentários:
"E não posso mais contar nos dedos a quantidade de vezes que tentei trazer de volta o eu que seria perfeito pra agora e ele não consegue mais existir...." FODA
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