Hoje.
Olhei de lado
e fiquei calada
perante o brilho anelado
que uma bolha
embala
não bolha de melado,
ou caramelo arredondado
mas daquelas de sabão
ligadas umas
nas outras
como um leviatã.
Leviana,
elevada
alienada
da leiteira e do café
leve como
a lasciva vaporosa
que eneva a folha da rosa
e desce vermelha
à lama do vaso.
E a bolha
se rompe
ao toque
de um anular.
A bolha é o corpo, a alma sou eu. Porque "você não possui uma alma, você é uma alma e possui um corpo".
Vazio
-
Na agonia da minha
própria dor
Perdido em minhas
ciladas
Sufocado pelo ar que
respiro
No chão sorrindo como um
vencedor
Começo a contar as
facadas
(é tarde p...
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